

sobre.
bruCa teiXeira é artista visual. Sua pesquisa articula imaginário científico, materialidades trans e pensamento ecológico. Em trabalhos recentes, mobilizou práticas artísticas de colecionismo e inventário para observar a expansão transmasculina no próprio corpo. Texturas, substâncias e formas que habitam a intersecção entre natureza e identidades de gênero são seus interesses atuais. Nos últimos anos desenvolveu trabalhos em videoarte, animação, arte digital e bioinstalação. Mais recentemente, sua prática tem se dedicado cada vez mais à escultura, tanto em sua dimensão especulativa, quanto material. É mestra em Antropologia Social (UFAL) e em Ecologia Marinha (Univ.Lisboa), e doutoranda em Artes Visuais pela UnB, na linha de pesquisa em Arte, Ciência e Tecnologia.
Em 2024, lança a exposição “Quando o Corpo se Torna Escultura” (Brasília/DF), que reúne as primeiras obras dedicadas à despedida de seus seios. Seus trabalhos oscilam entre a urgência ativista e os processos investigativos de longa duração. Xixilindró (2024) é uma escultura que denuncia a criminalização dos corpos trans em banheiros públicos no país. A Fita, Tape, Top, Binder (2024) é uma videoarte que estuda os gestos de tapar e destapar os próprios seios, meses antes da mamoplastia “dita” masculinizadora. Bodas de Glitch (2024) é série que utiliza discursos do debate contra o casamento homoafetivo no Brasil para criar padrões estéticos e sonoros que expressam rupturas do sistema. Composições em tecido adesivo, A Alegria da Mulher sem Tetas (2024), é série feita com as tapes utilizadas pela artista nos últimos 6 meses antes da mamoplastia.
Em 2025 é artista indicada ao Prêmio Pipa e estreia em Florianópolis, com a exposição "transição - EXPANSÃO", exibindo trabalhos como "Milleporas" e "Até que Volte". bruCa é também bióloga marinha, educada nos estudos feministas e praticante das ciências etnográficas. Participa com frequência de festivais de cinema, com a realização de curtas-metragens híbridos e em animação, com temáticas LGBTI+, nos gêneros mockydocumentário, fantástico e experimental. Neste momento de sua prática artística, vive as mesmas mutações que investiga em Kibira - povoado cuir fictício criado com a vitalidade de mundos transimaginativos.


















